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Apoiem a minha procura de emprego, apesar do estigma associado à deficiência

Apoiem a minha procura de emprego, apesar do estigma associado à deficiência

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Descrição

Olá, chamo-me Germa. Estou a contactar-vos num dos momentos mais difíceis da minha vida. Perdi recentemente o meu emprego devido a problemas de saúde relacionados com o stress, enquanto lido com esquizofrenia, dislexia e dispraxia. No mercado de trabalho da Lituânia, onde as condições de saúde mental e as dificuldades de aprendizagem são alvo de um profundo estigma, encontrar um novo emprego está a revelar-se extremamente difícil. Tenho documentação do meu médico de família e de psicólogos do Reino Unido a confirmar os meus diagnósticos (ver documentos em anexo e tradução). Estou atualmente sob cuidados psiquiátricos e tenho lidado com insónia, stress e fadiga, que levaram à perda do meu emprego.

Antes do meu recente esgotamento, trabalhei na área da educação como orientadora profissional e assistente de ensino. Sou conhecida por ser paciente, gentil e empática com os alunos — qualidades que tornaram o meu trabalho significativo, mas que também contribuíram para que assumisse demasiadas responsabilidades durante um período particularmente stressante.

Encontrar trabalho como mulher com deficiência na Lituânia é extremamente difícil. As estatísticas dizem tudo: apenas 30% das pessoas com deficiência em idade ativa no nosso país estão empregadas, apesar de milhares de vagas em aberto. Quase metade (45%) das empresas obrigadas a cumprir quotas de emprego para pessoas com deficiência não o fazem, e as pessoas com deficiência representam 7,3% de todos os candidatos a emprego registados.

Tradução de historial médico

O paciente sofre de insónia e aumento da tensão no trabalho. Queixa-se de fadiga acrescida e falta de energia. O paciente não descansa, sente-se excessivamente fraco e fatigado. O paciente está a ser acompanhado e tratado por um psiquiatra. Foram prescritos medicamentos e está marcada uma consulta de acompanhamento com o psiquiatra para 14 de janeiro de 2026. Conclusão do neurologista: encaminhado devido a dispraxia e dislexia diagnosticadas no Reino Unido em 2007; alega ter dificuldade em escrever e em realizar certos movimentos; alega que, ao agarrar um objeto, não consegue segurá-lo; alega ser «desajeitado» precisa de coordenar os movimentos. Examinado na LSMU em 2011, mas não há dados disponíveis. Toma quetiapina e haloperidol — prescritos por psiquiatras. O paciente afirma ter sofrido um traumatismo no parto, mas não há dados disponíveis. Neurologicamente: consciente, orientado, responsivo, segue comandos, compreende. A fala é fluente. As pupilas são simétricas, fotorreativas. A amplitude dos movimentos oculares é suficiente em todas as direções, Ny(-). O rosto é simétrico. A língua está na linha média. A função dos outros nervos cranianos não está comprometida. Força muscular de 5 pontos em todos os grupos musculares. Reflexos tendinosos (+) nos braços e pernas, sem assimetria. Sem reflexos patológicos. PNM e KKM apresentam bom desempenho. Não foram relatados distúrbios sensoriais.

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