Suspensão do desmatamento da floresta tropical
Suspensão do desmatamento da floresta tropical
Texto original alemão traduzido para Português
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Descrição
O Amazonas e os seus afluentes sofrem a maior seca dos últimos 120 anos, pelo menos. As alterações climáticas, o El Niño e a desflorestação estão a provocar condições catastróficas – que afetam pessoas, animais e plantas.
A Bacia Amazónica carece daquilo que até agora tinha em abundância: água. A região mais rica em água do mundo enfrenta atualmente a pior seca desde o início dos registos, há mais de 120 anos. As consequências para as pessoas, a economia regional e a flora e fauna da América do Sul são graves. Os especialistas estão alarmados. Não se vislumbra qualquer melhoria.
Os níveis de alguns dos principais rios baixaram recentemente a níveis nunca antes vistos. As consequências: dificuldades de abastecimento e animais mortos. «São centenas de milhares de pessoas nos estados que sofrem agora com esta seca». A região amazónica brasileira estende-se por nove estados e corresponde, em área, ao tamanho da Europa Ocidental. É o habitat de uma diversidade impressionante de plantas e animais. Estima-se que um quinto da água doce do planeta flua através da maior e mais complexa rede de cursos fluviais do mundo.
A população que vive nas margens dos rios é a que mais sofre. Muitos deles só conseguem deslocar-se normalmente de barco pelos rios. Devido ao baixo nível das águas, inúmeros barcos encalharam, e o abastecimento das comunidades com água, alimentos ou medicamentos está a tornar-se cada vez mais difícil. O governo do estado do Amazonas declarou estado de emergência em todos os 62 distritos. Quase 600 000 pessoas estão afetadas. «O meu marido foi pescar e voltou de mãos vazias, porque não havia peixe.» A maior floresta tropical do mundo – que abriga dez por cento de todas as espécies do planeta – já está ameaçada há décadas: por secas, poluição dos rios, incêndios e desmatamento. É verdade que a desflorestação diminuiu desde a tomada de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início do ano. Mas o Brasil ainda está muito longe da meta declarada de «desflorestação zero».
A interação entre as alterações climáticas, o El Niño e o aumento da desflorestação conduz a uma espiral negativa de secas e incêndios cada vez mais graves, afirma Edegar de Oliveira, da WWF. O especialista da Greenpeace, Batista, acrescenta: «Sabemos que aqueles que mais sofrem com a crise climática são precisamente aqueles que menos contribuíram para o aquecimento global.»
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