Viver com um cancro raro.
Viver com um cancro raro.
Texto original Inglês traduzido para Português
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Descrição
Chamo-me Einar e sou o segundo filho de uma família de cinco.
Desde que me lembro, tenho vivido com ansiedade e um medo quase irracional de adoecer. Desde a infância que me preocupo com a minha saúde — imaginando doenças que não tinha, sempre com medo de que algo terrível pudesse acontecer. Ironicamente, esse medo tornou-se agora realidade.
Quando tinha 18 anos, saí de casa após um conflito com o meu padrasto, que lutava contra o alcoolismo. A partir desse momento, tive de aprender o que a independência realmente significa — começando do zero e tentando construir uma vida por conta própria. Ao longo dos anos, tive momentos de paz e momentos de dificuldade, mas sempre carreguei dentro de mim um desejo de estabilidade, simplicidade e uma vida tranquila perto da natureza.
Tenho agora 35 anos. Depois de muitos erros e más escolhas, estava finalmente a começar a recompor a minha vida — até julho, quando me foi diagnosticado um melanoma da coróide, uma forma rara e grave de cancro do olho.
De momento, o cancro não se espalhou para além do meu olho, mas este diagnóstico mudou tudo. Estou atualmente a fazer tratamento e a dar o meu melhor para me manter esperançosa e forte.
Esta jornada tem sido simultaneamente humilhante e reveladora. Viver com a incerteza fez-me ver a vida com mais clareza — como ela é frágil e como é importante agarrar-se à esperança, mesmo quando é difícil.
Nunca imaginei que um dia me encontraria numa situação em que teria de pedir ajuda, mas aqui estou eu — a tentar reconstruir a minha vida, um pequeno passo de cada vez.
Se dedicou algum tempo a ler a minha história, estou profundamente grata.
O teu apoio — seja através de um donativo ou simplesmente partilhando esta página — significa mais do que alguma vez conseguirei expressar em palavras. Dá-me esperança de que posso voltar a levantar-me, recuperar as minhas forças e viver uma vida mais tranquila, saudável e significativa.
Obrigada do fundo do coração por ler, por se preocupar e por acreditar que todas as vidas merecem uma segunda oportunidade.
Com gratidão,
Einar