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Descrição

Ao olharmos para a nossa vida a longo prazo, não só na Letónia, mas também noutros locais do mundo, observamos a migração da população do campo para as cidades, das cidades para as grandes cidades e para outros países. Está na natureza do ser humano a busca incessante por uma vida melhor e mais fácil. Até os pássaros migram dos invernos nevados para terras onde há mais alimento e sol.


O encerramento das pequenas escolas rurais não é apenas uma vergonha para a Letónia. Acontece em muitos lugares do mundo e é um testemunho da precariedade dos habitantes do campo e da sua migração para outros locais. Se não há alunos, a escola não pode subsistir.


«Rīdūži» é uma das escolas rurais encerradas na Letónia, que iniciou a sua atividade em 1898, mas foi encerrada em 1971, altura em que o edifício foi dividido em apartamentos e aos alunos foi oferecida uma alternativa: estudar em Lizums.


Hoje, na antiga escola de Rīdūži, um dos proprietários dos apartamentos é GarJānis — outrora DJ e apresentador popular das estações «Radiodejas», «Super FM» e «Eiropas Hitu Radio», mas que mais tarde se tornou fotógrafo e instrutor de sup.


GarJānis pretende não só salvar o edifício da ruína (quando comprou o primeiro apartamento há cinco anos, o telhado pingava e as vigas, as paredes e o chão estavam deteriorados), como também criar nele um museu de equipamento fotográfico e uma sala de exposições de fotografia.


«O meu trabalho avança muito lentamente, porque trabalho sozinho e, até agora, tenho investido apenas o meu salário pessoal, mas o trabalho avança e, durante as festividades da freguesia de Lizuma, abri pela primeira vez as portas da primeira sala, onde os visitantes puderam ver parte da minha coleção de câmaras fotográficas. No próximo ano, pretendo inaugurar também a segunda sala, mas ainda há imenso trabalho a fazer, pois o edifício não tem água, nem instalações sanitárias, nem aquecimento», afirma GarJānis.


Um dos objetivos de GarJānis é, na extremidade do edifício junto à estrada, de modo a que qualquer peão ou ciclista possa vê-lo, erigir um monumento às escolas rurais encerradas e batizá-lo de «Letónia Perdida», informando não só os residentes locais, mas também os turistas, sobre a história deste edifício e chamando a atenção do governo e da sociedade para as preocupações relativas às zonas rurais — infraestruturas, postos de trabalho, bem-estar da população, educação, etc.


O monumento deverá representar uma aluna rural de cerca de oito anos, vestida com um vestido de linho, com um lenço à volta da cabeça e sapatilhas de couro, tal como se vê em fotografias antigas, nas quais aparecem os alunos desta escola.


Uma maquete do monumento foi apresentada aos visitantes de «Rīdūži» no dia de portas abertas, a 8 de agosto de 2026, altura em que foram angariados os primeiros 178 euros para a sua realização. Serão necessários 10 000 euros para a criação da escultura e mais 5 000 euros para a adaptação do espaço, pelo que esta campanha foi lançada com o objetivo de angariar 15 000 euros, na esperança de concretizar o referido projeto já no próximo ano, em 2027.


Na página do Facebook «Renesanse Rīdūžos» podem ser encontradas informações adicionais sobre o referido projeto.

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