A Concha precisa de ajuda
A Concha precisa de ajuda
Apraksts
Concha, uma menina de 14 anos que sempre foi luz da minha vida, gargalhada fácil, alegria pura a transbordar pelas paredes de casa. Miúda dada a causas sociais, desportista, bombeira, escuteiros, sempre preocupada com o ajudar o próximo de uma sensibilidade incrível...Mas no início deste ano... o nosso mundo virou do avesso.
Em Janeiro, a Concha adoeceu. Primeiro disseram que seria uma virose. Dias depois, como não melhorava, voltámos às urgências: diagnosticaram enxaqueca. Mas os sintomas eram muito mais do que isso — fraqueza extrema, dores no corpo, incapacidade de se manter em pé. Fizeram análises para despistar doenças graves, até oncológicas... graças a Deus tudo veio negativo. 🙏
Mas o que ninguém conseguia explicar era como uma criança tão feliz, tão viva, de repente se refugia em silêncio, deixa de querer ir à escola, emagrece 20 quilos numa semana, perde o brilho no olhar. Eu sentia-a a fugir-me pelos dedos e ninguém sabia porquê.
Corri urgências, consultas privadas, tudo o que pudesse dar respostas. E então chegou o diagnóstico que caiu sobre mim como um mundo inteiro a desabar:
Depressão Major, com risco elevado de suicídio.
A minha menina — a minha alegria — estava a sofrer em silêncio por causa de bullying na escola.
Fiz de tudo . Mas a verdade nua e crua é esta: no nosso sistema, é sempre a vítima que tem de fugir, mudar, recomeçar. Nunca os agressores.
Começou o pesadelo. Surtos psicóticos, episódios de desorientação, auto agressão, pensamentos suicidas,situações inimagináveis... houve um dia em que tive de a resgatar do telhado. Dias em que a levava às urgências literalmente implorar que a internassem, que a mantivessem em segurança, que não a deixassem magoar-se ou pôr fim à própria vida.
A resposta?
Que um internamento deixaria traumas.
Traumas já ela tinha. E nós também.
Dormia com tudo trancado, tive que mandar por rede e grades nas janelas tais como trancas.
Lutei por tudo: médicos, especialistas, mudanças de escola, e até uma junta médica para tentar garantir apoios. A Concha foi considerada 60% incapaz até aos 18 anos. Um papel que carrega um peso que nenhuma criança deveria ter.
A nível farmacológico, foi um processo duríssimo, cheio de tentativas, erros, sustos... mas seguimos, um dia de cada vez.
Enquanto isso, a minha vida profissional desabava também. Eu estava a meses de ficar efetiva na empresa. Mas bastou ter de cuidar da minha filha para deixar de ser vista como pessoa passei a ser um número inconveniente. Não renovaram o meu contrato.
Foi como levar um balde de água fria gelada pela cabeça abaixo.
E lá fui eu recomeçar do zero... de novo.
Neste momento estou há dois meses no fundo de desemprego. Mas eu não sei cruzar os braços. Trabalho desde os 17 anos, tenho 37. Sempre lutei, sempre construí tudo à força da minha vontade. E agora, com a Concha ainda instável — e novamente vítima de bullying, mesmo depois de mudar de escola — a minha prioridade é protegê-la. Houve dias em que fiquei duas a três semanas dentro do carro à porta da escola, só para que ela se sentisse segura.
A depressão é dura e rouba a vida a mais jovens do que imaginamos...
Peço-vos, por isso, com toda a humildade quem poder contribuir nem que seja com 0,01 cêntimo, toda ajuda será bem-vinda, todos o acompanhamento Pedopsiquiatrico e Psicológico que a Concha tem são a título particular uma vez que o SNS diz não ter vagas nem capacidade de resposta para ajudar a minha filha.
É necessário angariar o máximo de fundos possível, se for necessário fazer um tratamento mais evasivo como numa clínica especialista em Depressão, os valores são absurdos e sozinha é impossível comportar tais montantes.
Ajude-me a fazer voltar a ter a miúda confiante divertida e de gargalhada fácil.
Um bem haja a todos ❤️